Estudantes, professores e pesquisadores participaram, nesta segunda-feira (15), da III Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada na Fundação Luis Eduardo Magalhães (Flem). Até quarta-feira (17), serão discutidos ações, projetos e políticas públicas para o setor. Nesta etapa estadual, serão definidas também as diretrizes para a I Conferência Regional (Maceió), entre os dias 15 e 16 de abril, e a IV Conferência Nacional, marcada para o dia 28 de maio, em Brasília.

Para o pesquisador Eduardo Zanatta, responsável pelo Projeto Cinema Científico, a discussão sobre ciência e tecnologia ajuda na realização de políticas públicas para a área. Ele defende a popularização da ciência e por meio do seu projeto leva aos estudantes o conhecimento científico de maneira lúdica. “Democratizar a ciência e a tecnologia é muito importante e por meio de projetos conseguimos fazer isto bem. Os investimentos de setores públicos na área e as discussões também ajudam na popularização, mas os políticos precisam ouvir os pesquisadores e a conferência tem este papel importante”, afirma.

A pedagoga Sintia dos Santos Silva afirma que a conferência é uma maneira de levar, para a sala de aula, novos conhecimentos para os seus alunos. “A ciência e a tecnologia norteiam nossas vidas. Tudo o que olhamos e tocamos é ciências. Vim buscar aqui mais conhecimento para passar para os estudantes”.

Temas 

Durante estes dois dias, serão discutidos temas ligados à matriz energética, ações eficientes de popularização da ciência, capacitação profissional, formação e permanência de doutores, inclusão digital e desenvolvimento social. O evento conta com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Instituto Euvaldo Lodi / Federação das Indústrias do Estado da Bahia (IEL-Fieb), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz/BA), Sebrae, Embrapa, Universidade Federal da Bahia (Ufba), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), além de todas as universidades estaduais.

Os conferencistas também vão discutir o plano de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico para o Nordeste, que tem como objetivos o desenvolvimento sustentável da região e o combate às perdas de recursos dos fundos setoriais.

O secretário de Ciências, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos afirma que estas discussões sobre o setor serão estendidas para outros municípios por meio das universidades. Ramos pontuou diversas ações do Estado na área de ciências e tecnologia, entre elas, destacou os Centros Digitais de Cidadania, programa de inclusão sociodigital do Governo da Bahia. Os CDCs são disponibilizados por meio do programa Cidadania Digital, que já implantou mais de mil unidades em todos os 417 municípios baianos, contemplando bairros periféricos, assentamentos rurais, comunidades quilombolas, afrodescendentes e indígenas.

TecnoBahia 

De acordo com o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, o governo também tem investido na produção científica. Entre os investimentos, Pinheiro citou o Parque Tecnológico (TecnoBahia), concebido em três eixos centrais, o da inovação como instrumento de atração de empresas, o da tecnologia, que é a esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas, e o da ciência, estratégia de fortalecimento da produção científica.

As áreas prioritárias de pesquisas desenvolvidas no TecnoBahia serão biotecnologia e saúde, energia e ambiente, tecnologia da informação e da comunicação, além de cultura e turismo. Previsto para ser concluído em dezembro de 2010, o parque está em uma área de 580 mil metros quadrados e tem um investimento total de R$ 125 milhões, sendo que R$ 25 milhões são de empresas privadas.

O prédio principal do Parque Tecnológico, o Tecnocentro, está sendo construído em uma área de 12 mil metros quadrados, orçado em R$ 34 milhões, onde serão abrigadas organizações governamentais que atuam na área de Ciências e Tecnologia. Já as instituições privadas poderão se instalar no local assim que as obras estiverem totalmente concluídas.