Os acidentes por animais peçonhentos são muito frequentes no Brasil, sendo a segunda causa mais registrada de envenenamentos – cerca de 20%, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Na Bahia, os principais agentes são os escorpiões (70%) e as serpentes peçonhentas (25%). Outros animais, como abelhas e aranhas, causam um número menor de acidentes, cerca de 5%.

Nos últimos dias, a população baiana tem sido informada, através de veículos de comunicação, sobre um paciente internado em hospital de Salvador com quadro grave, onde foi aventada a possibilidade da ocorrência de acidente por picada de aranha. O Centro de Informações Antiveneno (Ciave), referência estadual em toxicologia, como é de sua atribuição e competência, tem acompanhado o caso, subsidiando e colaborando com as equipes da unidade onde o paciente se encontra internado, através da experiência do seu quadro de profissionais e também do fornecimento do soro específico.

O coordenador médico do Ciave, Daniel Rebouças, afirmou que, neste caso, em nenhum momento foi levado para identificação, ou mesmo visualizado, o possível agente causador, e a suspeita diagnóstica se deu pelas manifestações clínicas iniciais apresentadas. Segundo o toxicologista, a evolução do quadro clínico do paciente, no entanto, não é característica de acidente causado por aranha.

O especialista orienta que, em caso de acidente por animais peçonhentos em geral, deve-se lavar o local atingido com água limpa e sabão e procurar a unidade de saúde mais próxima, levando o agente causador para identificação, se capturado.