O Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras 4, onde um aluno agrediu, com arma branca, o professor de artes, Marcos Nonato, reiniciou as atividades normalmente, na tarde desta quinta-feira (4). Representantes da Secretaria da Educação se reuniram, pela manhã, com a diretoria da unidade, para garantir o bom funcionamento da escola e discutir novas ações e medidas destinadas a aumentar a segurança no ambiente. A unidade já está iniciando o processo licitatório para aquisição de sistema de monitoramento por câmeras.

O secretário Osvaldo Barreto considerou o caso lamentável e informou que a secretaria está tomando todas as providências para garantir o atendimento aos envolvidos. Além disso, destacou que situações como esta são atípicas na rede.

A diretora do colégio, Firmina Azevedo, disse que foi um acidente, um caso isolado. Temos uma boa relação na escola e mantemos um diálogo permanente com a comunidade que vive no entorno”, informou. Assim como ocorre nas demais escolas da rede, no Edvaldo Brandão também são desenvolvidos programas voltados para a promoção da cultura de paz.

O colégio, que possui 2.993 alunos e 86 professores, participa do programa Escola Aberta, disponibilizando o espaço do estabelecimento para a comunidade, nos finais de semana, com oficinas de teatro, dança, música, artesanato, culinária, futebol.

Além disso, faz parceira com a Associação de Cajazeiras e Adjacências, do CajaArte, que reúne todas as escolas do bairro e a comunidade em ações de intervenção pela paz. O Escola Aberta está presente em 60 escolas da rede estadual, na capital, e o Mais Educação foi ampliado, este ano, para mais de 200 unidades da rede.

O professor de artes, Marcos Nonato, 44 anos, já recebeu alta do Hospital Geral do Estado (HGE) e se recupera em casa. Ele foi agredido por ter reclamado da indisciplina do estudante de 15 anos, tendo sido socorrido por colegas. Tão logo ocorreu o fato, a direção da escola acionou a Ronda Escolar, que conduziu o garoto para a Delegacia do Menor Infrator (DAI), onde foi autuado e encaminhado para a 2ª Vara da Infância e Juventude. “Ficamos perplexos com o ocorrido, pois a comunidade não é violenta. A escola desenvolve um trabalho em parceria com a comunidade, grêmio estudantil e colegiado escolar para promoção da cultura de paz”, afirmou a diretora. Ela disse que vai discutir com os familiares e o colegiado a vida escolar do estudante.