O trabalho focado no cidadão, assumido pela Secretaria da Cultura (Secult), foi pautado pela organização dos Territórios da Cidadania como uma política que deu certo. Com essa temática, o secretário Márcio Meirelles fez, nesta quarta-feira (24), sua apresentação no II Salão Nacional dos Territórios Rurais, no Centro de Convenções, em Brasília.

Ele expôs a territorialização das políticas públicas no estado da Bahia e destacou a importância do trabalho da cultura seguindo o conceito dos territórios, além do desmembramento da pasta da Cultura, em 2006, da Secretaria de Turismo, o que contribuiu para o desenvolvimento do setor e melhorias para o interior do estado.

O Sistema Estadual da Cultura vem sendo construído com entendimento de que o eixo da cultura não se restringe ao produto final cultural artístico, mas também na contribuição para o desenvolvimento da região.

Segundo o secretário, a meta do Governo da Bahia é o fomento à produção cultural e o oferecimento de serviços em bibliotecas, museus, eventos, para que os bens produzidos circulem. “A divisão feita com base nos territórios facilitou a implantação das ações culturais do estado. A Bahia foi referência pelo seu trabalho. E foi essa divisão que direcionou o planejamento da Secult”, acentuou Meirelles.

A secretaria mantém representantes em cada território, que realizam um trabalho conjunto com gestores dos municípios e diretorias de educação, visando a valorização das identidades regionais, atendendo suas demandas de acordo com a necessidade de cada uma dessas regiões.

As realizações apresentadas por Meirelles mostraram a expansão das políticas culturais e uma melhor distribuição dos recursos, para que eles não se concentrassem apenas na Região Metropolitana de Salvador (RMS), além de ter como meta a valorização da cultura produzida na Bahia.