“Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, pois existe vacina para todas as crianças do grupo prioritário”. A afirmação é da superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Lorene Pinto. O esclarecimento foi feito para evitar a aglomeração dos pais nas unidades municipais de saúde, onde a vacina está sendo aplicada.

Segundo a superintendente, “a vacinação não é emergencial, poderá ser aplicada em qualquer momento que as crianças chegarem aos postos”. Ela solicitou mais atenção aos gestores municipais para a logística na distribuição das vacinas nos postos de saúde, a fim de que a população não tenha que ficar horas à espera para imunizar suas crianças, fato que gera desconforto e aglomeração desnecessária.

Na Bahia, as vacinas estão sendo administradas em todas as crianças de 2 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias, grupo de maior risco de contrair a doença, podendo vir a óbito. As crianças menores de um ano receberão duas doses de vacina, com reforço entre 12 e 24 meses e as maiores de um ano recebem dose única da vacina.

Lorene Pinto ressaltou ainda que não há recomendação das autoridades sanitárias nacionais e internacionais para a vacinação de outros grupos da população no país (profissionais de saúde, policiais, bombeiros, entre outros) ou vacinação indiscriminada para toda a população.

O esquema vacinal é o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e assumido pelo Programa Nacional de Imunizações do Brasil, que só vacinará os menores de 2 anos. “Na Bahia, o Governo do Estado resolveu adotar a vacinação para um grupo mais amplo”, explicou a superintendente.

A Sesab assumiu integralmente a aquisição das vacinas e a distribuição pela Central Estadual de Armazenamento para as secretarias municipais da Saúde, “as responsáveis pela definição das unidades que receberão as vacinas e pela sua distribuição na rede”,disse Lorene Pinto.