O Fórum de Educação Quilombola será realizado nos dias 5 e 6 de novembro, no Hotel Vilamar, em Salvador. Promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), o evento visa discutir a realidade educacional das comunidades quilombolas.

Preocupado em garantir o direito de terem reconhecidas as suas origens por meio da existência de escolas quilombolas, o Governo da Bahia realiza este fórum ten como objetivo discutir as diretrizes para a construção de uma política pública que garanta, aos povos remanescentes de quilombos, o atendimento às suas especificidades.

Professores, lideranças quilombolas e secretários municipais de Educação unem-se para discutir alfabetização, educação de jovens e adultos, acesso à educação básica, além da educação profissional e o ensino superior nas comunidades remanescentes existentes na Bahia.

A proposta é que seja criado um projeto pedagógico diferenciado, que assegure a presença das influências étnicas da África na formação da sociedade brasileira. No país, existem mais de 1,34 mil comunidades, certificadas até setembro de 2009 pela Fundação Palmares. Destas, 297 estão na Bahia, entretanto, estima-se que existam mais de 500 remanescentes de quilombos no estado.

Histórico 

A vida na maioria das comunidades quilombolas do país está submetida a situações de vulnerabilidade e insegurança, relacionadas, em grande parte, aos conflitos sobre a posse de terras e à precariedade da infraestrutura básica para a manutenção das condições de saúde, segurança e educação.

As escolas, geralmente construídas de palha ou pau-a-pique, estão situadas longe das casas dos alunos e, muitas vezes, o caminho para se chegar até elas não é asfaltado, o que dificulta a caminhada. Além disso, a infraestrutura, a insuficiência de professores e a inadequação dos materiais didáticos para lidar com questões específicas da cultura e das histórias africana e afrobrasileira prejudicam o aprendizado das crianças e adolescentes.