Foi lavando e coarando, fervendo e engomando, secando e passando roupa, que muitas mulheres de diversas gerações sustentaram suas famílias. Por isso, esta terça-feira (6) foi dia de festa na Lavanderia Comunitária São Gonçalo, no bairro da Federação, em Salvador. As lavadeiras da comunidade comemoraram a reinauguração do equipamento, totalmente reformado, pronto para o retorno dos trabalhos.

“Agora a clientela vai se animar com o nosso novo espaço de trabalho”, disse, satisfeita, a lavadeira Odelita Santos Patrocínio, que há 30 anos usa o equipamento para ganhar o único sustento da família. Com uma filha também lavadeira, Odelita seguiu o mesmo ofício de sua mãe, uma das primeiras trabalhadoras da lavanderia de São Gonçalo, construída em 1956. “Esse serviço nas máquinas de lavar não tem o mesmo valor que o nosso trabalho artesanal. A gente faz isso com amor e a experiência de muitas gerações. Quando eu nasci, isso aqui já existia, cresci aqui dentro”, conta.

Assim como Dona Odelita, mais outras 80 mulheres trabalham como autônomas na Lavanderia São Gonçalo. Além da reforma, a manutenção do equipamento é toda garantida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), a exemplo de água, energia, sabão e utensílios como ferro elétrico e tábua de passar.

Esta é a segunda lavanderia reformada este ano em Salvador. A primeira, Julieta Calmon, localizada na Boca do Rio, foi reinaugurada e entregue à comunidade em agosto. A previsão da Sedes é revitalizar, até o final do ano, outros seis equipamentos, com investimento total de R$ 400 mil.

“Isso significa combater a pobreza no nosso estado, fortalecer a autoestima e a qualidade de vida dessas mulheres e suas famílias e incentivar a organização comunitária”, ressaltou o secretário da Sedes, Valmir Assunção. Em novembro será a vez das lavanderias do Subúrbio Ferroviário, nas comunidades de Santa Terezinha e de Escada.