Preocupado com as 370 demissões provocadas com o fechamento da fábrica Britânia, em Camaçari, o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Nilton Vasconcelos, alerta que o esforço do Governo do Estado para atrair investimentos privados precisa ser correspondido pelas empresas, lembrando que elas devem ter responsabilidade social.

Segundo o secretário do Trabalho, o Governo do Estado oferece benefícios para as empresas se instalarem em território baiano e naturalmente adotará as medidas cabíveis para cobrar compromissos assumidos e as vantagens concedidas. “Não se pode aproveitar as circunstâncias e responsabilizar a crise econômica pela decisão de promover demissão em massa”, condenou Vasconcelos.

Assim como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Vasconcelos identifica no desenvolvimento e aplicação do trabalho decente uma eficiente alternativa para enfrentamento da crise econômica. “O trabalho decente estimula o diálogo entre trabalhadores, empregadores e governos, minimizando os seus efeitos”, observa.

Nesta semana, o secretário do Trabalho foi procurado pelo presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos, Aurino Pedreira, que se mostrou preocupado com a decisão do grupo Britânia. Segundo o sindicalista, em nenhum momento a direção da fábrica procurou o sindicato da categoria para negociar e buscar uma solução conjunta para o problema.