Para controlar o patrimônio dos equipamentos biomédicos, otimizar gastos com serviços de manutenção e aprimorar o processo de aquisição desses equipamentos, atendendo às necessidades específicas do serviço, o Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF) implantou há cinco meses o Serviço de Engenharia Clínica (SEC).

Coordenado pelo engenheiro clínico Alex Fonseca, o SEC, segundo ele, já vem trazendo resultados satisfatórios para o hospital. “Nos primeiros meses, houve um aumento no número de ordens de serviço, em função de termos colocado em uso equipamentos que estavam parados há muito tempo. A partir do quarto mês, houve uma acentuada queda, em torno de 50%, dessas ordens de serviço”, explicou.

Com o serviço funcionando, algumas rotinas adotadas pelo hospital, ligadas à manutenção e ao ciclo de vida dos equipamentos biomédicos, precisaram ser modificadas. Para isso, foi realizado um estudo de funcionamento de todos os processos que envolviam equipamentos biomédicos, a fim de que fossem modificados apenas os pontos necessários, facilitando a adaptação dos setores às novas rotinas.

O sucesso da implantação do SEC, como disse Fonseca, deve-se ao fato de em tão pouco tempo ter havido uma redução substancial no número de ordens de serviço e de tempo de equipamento parado, com uma melhoria nos serviços de manutenção, tanto interna quanto externa, “resultando na diminuição dos gastos para a instituição, bem como no aumento do índice de satisfação do corpo clínico, que pode oferecer à população equipamentos biomédicos mais confiáveis”.

Fim do conserto demorado

Ao ser aberta uma ordem de serviço, alguns equipamentos ficavam muito tempo sem conserto. Os setores solicitantes não cobravam das empresas e os equipamentos não tinham prazo de retorno. Com a gestão do SEC, quando o serviço não pode ser realizado no próprio hospital, a empresa de manutenção é constantemente cobrada e o equipamento retorna ao hospital em um tempo bem menor.

Outro problema resolvido com a implantação do SEC foi o treinamento dos operadores. “Muitas falhas apresentadas pelos equipamentos acontecem por erros na operação. A partir daí, estamos promovendo periodicamente treinamentos para reduzir os custos, devido a essas falhas”, informou o engenheiro, acrescentando que os contratos de manutenção do HGESF também estão sendo avaliados e revistos.