Com o tema Compromisso de Gestão pela Qualidade da Educação – Escola Viva uma Ação de Todos Nós, a Jornada Pedagógica da rede estadual da educação vai reunir aproximadamente 46 mil professores, de segunda a sexta-feira (9 a 13).

Embora tenha um tema central, as discussões e reflexões serão focadas na garantia do percurso educativo digno como um direito. Considerado o marco do planejamento do ano letivo, a Jornada ocorre em todas as 33 Diretorias Regionais de Educação (Direc).

Em Salvador, o diferencial fica por conta da realização de um congresso, no primeiro dia de evento, no Centro de Convenções, que contará com a participação de aproximadamente 2 mil educadores.

De acordo com o secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, a Jornada consolida um momento coletivo de planejamento e definição de perspectivas para o ano letivo. “É um espaço de construção do reconhecimento e da identidade de uma rede educacional que é diversa e plural e que também possui eixos e princípios comuns. A perspectiva para 2009 é de intervir de forma mais direta na própria estruturação da escola, concentrando nossos esforços em um problema histórico existente na nossa rede e em grande parte das redes públicas do Brasil: o percurso educativo”, explica o secretário.

Durante o encontro, os educadores vão refletir sobre toda a trajetória de escolarização e desenvolvimento do educando, tanto no âmbito da escola como na vida social.

Seguindo a política de valorização e fortalecimento dos profissionais da educação da rede estadual, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) produziu um vídeo institucional com depoimentos de educadores a respeito das suas concepções, práticas, dificuldades e também das iniciativas realizadas para a garantia de um percurso educativo digno.

A superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica, Ana Teixeira, destaca que o percurso educativo deve ser compreendido como itinerário formativo das crianças, adolescentes, jovens e adultos. Para tanto, requer que o processo de formação que se realiza na escola seja abordado de maneira mais ampla, não se restringindo à relação idade-série.

De acordo a superintendente, “historicamente o percurso educativo tem sido tratado com foco no fenômeno da distorção ou defasagem idade-série. Esse tipo de tratamento originou programas e projetos com resultados incipientes, pois não conseguiram superar a idéia de que educar é fazer o sujeito evoluir cognitivamente de uma forma linear e cumulativa”.