Neste Carnaval, uma nova droga está alterando a rotina dos médicos do Centro Antiveneno (Ciave) e preocupando os profissionais daquela unidade. Trata-se do coquetel chamado de "Príncipe Maluco", drinque que mistura cachaça, vodka ou outro tipo de bebida alcoólica com guaraná, canela, mel, entre outras substâncias.

Testes feitos pelo Ciave, nas pessoas intoxicadas pela bebida, deram positivos para diazepínicos, substância farmacêutica utilizada como tranqüilizante e de venda controlada nas farmácias.

Até este domingo (23), foram registrados cinco casos de intoxicação por esta mistura, fato que deixa em alerta os plantonistas do Ciave, principalmente, pelos riscos que esta bebida pode causar em quem ingere.

Segundo a médica plantonista do Ciave, Amélia Pereira, misturar álcool e produtos farmacêuticos pode ocasionar sintomas que vão de uma simples sonolência ao coma, ou seja, o contrário do que o folião está querendo, mas que, por ignorar o efeito "explosivo" da mistura, acaba consumindo.

"Em alguns casos, dependendo da quantidade ingerida e da concentração da droga utilizada, este tipo de bebida pode levar ao óbito", alertou a profissional.