Fortalecer o diálogo com a sociedade civil, visando a integração das ações dos organismos governamentais e não-governamentais no enfrentamento de situações de violência, nas quais os negros são as maiores vítimas na Bahia. Com este objetivo, a secretária de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros, recebeu nesta quinta-feira (29) representantes do Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV), entidade vinculada à Universidade Federal da Bahia (Ufba) que, há 12 anos, acompanha a dinâmica da violência em suas manifestações no cotidiano de Salvador. O diálogo já foi estabelecido com outras entidades como as do movimento negro.

“Estamos ouvindo pessoas e entidades civis que lidam com o problema e têm contato direto com as vítimas e seus familiares, buscando alternativas para o enfrentamento articulado da situação de violência no estado", explicou a secretária.

Outra iniciativa da Sepromi, na mesma linha de atuação, é a articulação de organismos que atuam no atendimento a ocorrências de intolerância racial e religiosa, com a proposta de construir uma rede que otimize a assistência às vítimas desse tipo de crime.

Segundo a coordenadora do FCCV, Tânia Cordeiro, uma das áreas de maior atenção do fórum, a partir de 1998, diz respeito às mortes violentas. “Em Salvador, são a segunda causa de morte para a população em geral e a primeira entre os indivíduos de 15 e 39 anos", declarou. Ela afirma que um dos esforços do FCCV é propor linhas de ação articuladas e norteadoras de políticas públicas, enfatizando a necessidade de um modelo de atuação cidadã por parte do Estado.

De acordo com Maria Eunice Kalil, também coordenadora do FCCV, entre as medidas emergenciais apontadas pelo fórum estão a agilização da apuração dos homicídios, a instalação de centros de policiamento integrado em áreas críticas e a qualificação da atuação policial.

Outra alternativa, desta vez na esfera estruturante, propõe o desenvolvimento de estratégias que assegurem o funcionamento em rede dos serviços policiais, de saúde, de assistência social e jurídica para atenção a pessoas em situação de violência. Outra medida apontada está a implementação de políticas públicas e serviços de apoio às famílias de vítimas de crimes violentos.