Existem, em todo o país, cerca de 500 mil trabalhadores em postos de combustíveis, que embora estejam expostos a inúmeros riscos, principalmente a exposição a produtos químicos nocivos à saúde, não contam com o respaldo necessário no que diz respeito à prevenção e ao controle ambiental. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (12) durante a solenidade de instalação do I Seminário sobre Saúde, Trabalho e Meio Ambiente em Postos de Revenda de Combustíveis a Varejo na Bahia.

O evento foi realizado no auditório do Ministério Público do Trabalho, numa iniciativa do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho no Estado da Bahia (Forumat), com apoio da Secretaria da Saúde do Estado, através do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador (Cesat).

O seminário reuniu, durante todo o dia, trabalhadores, empregadores, representantes da sociedade civil e profissionais de instituições públicas e privadas das áreas de saúde, do trabalho e meio ambiente, para discutir as condições de trabalho e os fatores de risco ocupacionais e ambientais associados à atividade dos postos de revenda de combustíveis.

Além da questão do benzeno, substância que não tem um limite seguro de exposição, os trabalhadores dos postos de revenda de combustíveis estão expostos a outros riscos, como acidentes por explosão, o estresse provocado por fatores diversos, a fadiga corporal freqüente em função da posição (de pé) mantida durante muito tempo e os riscos de atropelamento, entre outros.

A constante inalação de gases, principalmente no momento em que estão abastecendo os veículos ou descarregando os caminhões-tanque, foi apontada como um dos principais problemas enfrentados pelos 12 mil trabalhadores do setor existentes no estado.