Uma gotinha na boca e uma picadinha na coxa. Apesar do choro, a partir desta segunda-feira (9), a pequena Melissa Carvalho, de apenas um ano, já tem uma vida livre da poliomielite, difteria, coqueluche, tétano e meningite por Haemophilus tipo B. No primeiro dia da Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite em Salvador e no interior, sua mãe, Juliane Carvalho, fez questão de imunizar sua filha. “Não deu trabalho nenhum. Não peguei fila e agora fico mais despreocupada quanto à saúde da minha filha”, conta Juliane.

Maria Clara Sarmento, de quatro meses, também foi vacinada contra a pólio na manhã desta segunda-feira. “A gente já dá uma proteção de mãe, mas não é suficiente. É preciso dar as vacinas sempre na data certa para garantir a saúde de nossos filhos”, afirma Ana Cláudia Sarmento.

Assim como Melissa e Maria Clara, 1,3 milhão de crianças devem ser imunizadas até o dia 27 deste mês, quando se encerra a campanha de vacinação para os menores de cinco anos. O Brasil notificou o último caso de poliomielite em 1989 e em 1994 recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de erradicação da transmissão da doença.

Onde vacinar

Segundo a coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria da Saúde (Sesab), Fátima Guirra, o Estado, em parceria com as secretarias municipais de Saúde, disponibiliza a vacina Sabin, contra a pólio, em todas as unidades de saúde das cidades. No Dia Nacional de Vacinação (14 deste mês) funcionarão também postos fixos e volantes em locais de grande fluxo populacional, totalizando 7,3 mil salas de imunização.

Durante o período da campanha contra a pólio, a Sesab vai disponibilizar as demais vacinas do calendário básico: BCG (contra as formas graves da tuberculose), contra hepatite B, tetravalente (contra tétano, coqueluche, difteria e meningite por Haemophilus tipo B), DPT ou tríplice (contra difteria, tétano e coqueluche), contra tétano e difteria, tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) e rotavírus humano (contra infecção por rotavírus).

Cobertura ideal

Fátima Guirra lembra que, mesmo fora da época da campanha, qualquer criança pode ser vacinada. “Temos aplicado cerca de 1 milhão de doses por mês contra 42 tipos de doença. Basta que a criança compareça aos postos de imunização, de preferência com o cartão de vacinação”, explica.

Segundo a coordenadora, a Bahia tem atingido, nos últimos anos, a meta de cobertura ideal, que é de 95% da população imunizada. Para isso, o investimento mensal é de cerca de R$ 3 milhões, gastos com o transporte das vacinas em caminhões refrigerados, seringas e agulhas.