O inverno começa nesta sexta-feira (20) e a tendência climática para os próximos três meses em todo o estado é que as temperaturas devem ficar de um a dois graus abaixo da média histórica nos meses de julho, agosto e setembro.

Já as chuvas para esse período têm uma probabilidade de 75% de serem acima da média histórica a normais na faixa litorânea do estado, o que inclui as regiões do Recôncavo (Salvador e RMS), nordeste, sul e faixa centro-leste da Chapada Diamantina. Na faixa litorânea, para esse período, as chuvas serão mais freqüentes à noite e nas primeiras horas da manhã.

A tendência climática foi divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), antiga Superintendência de Recursos Hídricos, autarquia da Secretaria do Meio Ambiente. Ela foi elaborada na 7ª Reunião de Análise e Previsão Climática para a Região Nordeste do Brasil, com a presença de meteorologistas de todo o país e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Segundo o meteorologista do Centro Estadual de Meteorologia do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Cemba/Ingá), Heráclio Alves, o inverno começa mais frio, “como já era esperado para essa época do ano. Já as chuvas são muito bem-vindas, porque se inicia agora no estado o principal período agrícola do ano, principalmente nas regiões nordeste e do Recôncavo Norte”.

Apesar do frio típico de inverno, as temperaturas devem se manter elevadas durante o dia, caindo à noite e na madrugada. A média histórica dos últimos 10 anos das temperaturas para a faixa leste (litorânea) da Bahia para o próximo trimestre é de 25 graus e para o estado como um todo é de 22,5 graus.

A média das temperaturas mínimas é de 17,3 graus, com picos de até nove graus na Chapada Diamantina e sudoeste, e a das temperaturas máximas é de 28,5 graus, com picos de 34 graus (regiões oeste, norte e do São Francisco).

Mesmo com as temperaturas bem frias em algumas regiões e bem quentes em outras e com o incremento da probabilidade das chuvas, Alves informou que essa condição é considerada normal para essa época do ano, devido às condições mais favoráveis do Oceano Atlântico Sul. “As águas estão 0,5 graus mais quentes, o que influencia a ocorrência de chuvas na faixa leste do Nordeste brasileiro, o que, associado à umidade trazida pelos ventos marítimos, provoca a ocorrência de chuvas”, conta.

O meteorologista alerta para o início da temporada de queimadas nas regiões oeste, norte e do São Francisco, por causa das temperaturas elevadas e da redução da umidade relativa do ar.

Média histórica

A média histórica das chuvas na faixa leste do estado em julho, agosto e setembro é de 250 a 400 milímetros por mês. Nessa faixa estão incluídas as regiões do Recôncavo, nordeste e sul da Bahia, além da faixa centro-leste da Chapada Diamantina.

“O principal período chuvoso dessas regiões é de abril a agosto. Então, estamos dentro do período chuvoso da região litorânea, sendo que os meses de maio e junho são os mais chuvosos”, afirmou Alves. Ele destacou que as precipitações devem ocorrer um pouco acima desse valor no próximo trimestre e que os maiores volumes sempre aparecem nas localidades mais próximas do litoral.