Mais de 50 famílias de trabalhadores rurais sem-terra do Assentamento Terra Vista, município de Arataca, no sul do estado, na Bacia Hidrográfica do Leste, irão participar, desta terça a sexta-feira (10 a 13), da primeira fase de implantação do Projeto Terras Sustentáveis.

Aprovado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, o projeto, executado pela Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), tem o objetivo de desenvolver ações voltadas à proteção das águas, a exemplo da restauração de matas ciliares, recuperação de nascentes e recarga de aqüíferos, contando com a participação da comunidade.

Neste primeiro momento, a engenheira florestal Andréia Furtado e a pedagoga, Silvani Honorato, técnicas da SRH, farão o diagnóstico socioambiental do assentamento, área onde será implantado o projeto. A partir disso, será elaborada uma agenda participativa para a definição, junto com os assentados, de datas para a realização das oficinas de capacitação.
As oficinas abordarão questões como a importância das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e como recuperá-las nos assentamentos. Também terão como foco, a discussão de temas como agroecologia, permacultura, coleta de sementes e restauração de mata ciliar.

A previsão é a de que as oficinas sejam iniciadas em agosto próximo e que aconteçam mensalmente. Como resultado prático dos trabalhos, será realizado o plantio de mudas, restauração de mata ciliar e de áreas de nascentes no assentamento, em uma extensão que envolve aproximadamente 12,5 hectares em cada um deles.

Além do Assentamento Terra Vista, mais três serão contemplados com o Projeto Terras Sustentáveis. São os assentamentos Dom Helder Câmara, em Ilhéus (Bacia do Leste), o Dorcina Paula de Souza, em Bonito, e o Assentamento Andaraí I, em Andaraí, ambos na Bacia Hidrográfica do Paraguaçu.

A coordenadora de Desenvolvimento Sustentável da SRH, Anapaula Dias, afirmou que "a idéia do projeto é promover uma qualidade de vida para essas pessoas e para o ambiente em que elas vivem, contribuindo para a difusão de técnicas mais conservacionistas de produção agrícola. A perspectiva é colaborar para que os assentados reconheçam e valorizem ainda mais os recursos naturais, utilizando-os de forma sustentável".