Lideranças políticas e empresariais reúnem-se nesta quinta-feira (26) para comemorar os 30 anos do Pólo Industrial de Camaçari, no “Fórum Empresarial – Pólo 30 Anos – desafios, oportunidades e perspectivas para as próximas décadas”, na Associação Comercial da Bahia, no Comércio.

Na oportunidade, será entregue ao governador Jaques Wagner a “Carta do Pólo Industrial de Camaçari”, com propostas para aumentar a competitividade atual e futura do complexo baiano.  Também serão anunciados novos investimentos que marcam o novo ciclo de expansão do Pólo. O Fórum Empresarial abordará os desafios e oportunidades para o futuro do Complexo Industrial.

Ciclo de expansão

A “Carta do Pólo Industrial de Camaçari” traz o resultado dos debates que o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) promove desde o final do ano passado, em parceria com o Governo da Bahia e prefeituras dos municípios vizinhos. No total, foram realizados sete workshops que abordaram temas estratégicos para um novo ciclo de expansão do Pólo no presente e no futuro.

Governança corporativa

Participaram das discussões representantes de várias secretarias e órgãos do Governo do Estado, das prefeituras dos municípios vizinhos, das indústrias, de sindicatos, comunidade acadêmica, dentre outros. O documento também foi produzido com a participação de diversos setores e apresenta os programas estruturantes e investimentos necessários para o complexo industrial baiano. A idéia é que a condução das ações propostas seja feita por uma governança corporativa formada pelas três esferas de governo (estadual, federal e dos municípios da região) e classe empresarial.

A proposta do Conselho de Administração do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) e das lideranças empresariais do Pólo foi fazer do 30º aniversário do complexo baiano uma oportunidade para discutir sobre os desafios e as vantagens competitivas do Pólo de olho no futuro.

"O objetivo é construir uma agenda empresarial positiva, que concilie as expectativas das empresas, governo e demais parceiros, na busca de soluções compartilhadas para os desafios atuais, contribuindo ainda para uma visão de futuro, que mantenha o Pólo na vanguarda do desenvolvimento sustentável do Estado da Bahia nas próximas três décadas”, explica Mauro Pereira, superintendente geral do Cofic.

Pólo é âncora do desenvolvimento da Bahia

Com mais de 90 empresas (incluindo as sistemistas da Ford), o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul continua se posicionando como âncora do desenvolvimento da Bahia, responsável por 30% do PIB estadual e 35% das exportações baianas. Sua capacidade instalada está acima de 11,5 milhões de toneladas/ano de produtos químicos e petroquímicos básicos, intermediários e finais. A produção no segmento químico/petroquímico atende a mais da metade das necessidades do país.

Em 2007, o faturamento bruto do Pólo alcançou US$ 15 bilhões. A contribuição em ICMS para o Estado é da ordem R$ 1 bilhão/ano. O Pólo é responsável por mais de 90% da arrecadação tributária do município de Camaçari, que detém a segunda maior receita de ICMS do Estado (com cerca de R$ 215 milhões no último exercício), superado apenas por Salvador.

Os investimentos sociais das empresas do Pólo são superiores a R$ 13 milhões/ano. Emprega um total de 35.000 pessoas, sendo 15.000 diretamente e 20.000 através de empresas contratadas. A média salarial é de R$ 4.000,00 per capita no segmento químico/petroquímico.

Entre as empresas do Pólo, estão algumas líderes em seus segmentos, como a Braskem (maior empreendimento privado do Brasil), a Caraíba (principal produtor de cobre eletrolítico do país), a Bahia Pulp (única indústria que produz celulose solúvel com alto teor de pureza em toda a América Latina), a Deten (única produtora no país de LAB – Linear Alquilbenzeno, matéria prima básica para produção de detergentes biodegradfáveis), a Dow Química (única produtora no país de TDI – diisocianato de tolueno) e a Ford (com produção de 250 mil veículos/ano), além da Continental (primeira unidade no Brasil) e a Bridgestone/Firestone (que juntas produzem nove milhões de pneus/ano).