Abrir o debate entre gestores, profissionais das esferas pública e privada, membros de entidades comunitárias e do movimento social, experiências de autoconstrução, mutirão, cooperativas e micro-crédito para habitação popular: este é o objetivo do seminário Gestão Social na Produção e Requalificação do Habitat. O evento é promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur) até esta quinta-feira (19), na Universidade Salvador, no Caminho das Árvores.

O programa de habitação Dias Melhores do governo do Estado, lançado no ano passado, tem um desafio: combater o déficit que ultrapassa a barreira de 650.000 unidades habitacionais no estado e enfrentar os problemas de infra-estrutura urbana e mobilidade. Com esse encontro pretende-se dialogar com outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, as possíveis saídas e proposições inteligentes que vêm sendo aplicadas no Brasil e buscar absorvê-las e adequá-las à realidade local.

Para a coordenadora Nacional da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Evanízia Rodrigues, os modelos de auto-gestão significam o empoderamento das comunidades definindo o projeto, a gestão dos recursos públicos, a fiscalização e em muitos casos ocorre o trabalho em mutirão, tudo isso decidido de forma coletiva. “Em São Paulo já temos cerca de 30 mil casas construídas com esse modelo”, explica.

Em Salvador, está em andamento na comunidade de Tubarão, no Subúrbio Ferroviário, uma experiência de mutirão para a construção de casas. Esta obra possui recursos do programa Crédito Solidário do governo federal, com contrapartida do governo do estado e participação da prefeitura na doação do terreno e elaboração do projeto. Como este é um projeto de auto-gestão, a responsabilidade da obra é da Associação Comunitária dos Moradores de Gameleira e Adjacências.