Troca de experiências no segmento da construção popular, especialmente na implantação de infra-estrutura paraa substituir as moradias carentes por outras que ofereçam qualidade de vida para a população. Esse foi o objetivo do encontro realizado, nesta segunda-feira (16), entre representantes da cidade de Johanesburgo, na África do Sul, e técnicos da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), no auditório da empresa.

A presidente do órgão, Maria del Carmen, apresentou aos africanos as diretrizes do Governo do Estado para reduzir o déficit quantitativo e qualitativo de moradia popular da Bahia, estimado em 800 mil unidades.

Entre as principais ações, ela destacou a regularização fundiária e a construção de conjuntos habitacionais como o EVA (Conjunto Antônio Conselheiro), recentemente entregues a 242 famílias de sem-teto, além de outros em execução na capital e no interior.

A meta do governo é implantar 200 mil moradias para os mais carentes, divididas entre construção de novas unidades e melhoria de outras. Maria del Carmen também mostrou as intervenções desenvolvidas no Centro Histórico, salientando o aspecto da revalorização de seus antigos moradores.

Liderada pelo diretor de Planejamento e Urbanismo da cidade de Johannesburg, Philip John Harrison, a comitiva africana veio a Salvador para observar e discutir projetos semelhantes desenvolvidos em seu país, que, “guardadas certas peculiaridades, tem semelhanças com a Bahia no terreno cultural, religioso e também em ações para o enfrentamento de problemas urbanos, a exemplo da moradia”.

Harrison disse que, embora algumas ocupações de famílias carentes em Johannesburg sejam de papelão ou plástico, a administração local vem trabalhando para mudar este quadro, substituindo-as, gradativamente, por unidades de cimento, como já se faz na Bahia, por meio da Conder, daí o interesse em observar a experiência baiana.

Entre os projetos desenvolvidos pela Conder, despertou particular atenção nos africanos, a região de Alagados, onde o Programa Dias Melhores, lançado pelo atual governo, dá seqüência à recuperação urbana, iniciada com os projetos Alagados, Novos Alagados e Ribeira Azul, como mostraram a arquiteta Regina Luz e a assistente social Fátima Espinheira.