As escolas baianas agora deverão contar com uma melhor gestão do livro didático. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) acaba de capacitar representantes das 33 Diretorias Regionais de Educação (Direc) para atuarem como multiplicadores no monitoramento do livro didático nas escolas públicas baianas. O treinamento começou no dia 9 deste mês e termina nesta sexta-feira (13), no Instituto Anísio Teixeira (IAT).

Dados preliminares apontam que, embora chegue à Bahia um número de livros suficiente para atender à demanda do estado, há falta de livros porque algumas unidades escolares não fazem o remanejamento. “Há escolas que, equivocadamente, costumam guardar as sobras para o ano seguinte”, explica o sub-coordenador de suprimento escolar da Secretaria Estadual da Educação (SEC), Paulo Roberto dos Santos.

O treinamento incluiu desde a difusão de boas práticas quanto as ações de escolha, conservação, devolução e remanejamento até o uso do Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort). De acordo com a técnica do FNDE, Osvaldete Maria Rocha Ribeiro, atualmente muitas escolas deixam de receber o livro desejado porque não conseguem concluir o pedido no sistema. Em situações como essa, acabam recebendo as obras mais requisitadas pelo estado.

“Estamos ensinando o passo a passo para evitar que essa situação continue se repetindo”, explicou a técnica. Além de estreitar a relação com os professores, a proposta do monitoramento é também constatar as principais dificuldades encontradas por eles durante o processo de escolha do livro didático e saber as condições em que estão chegando às escolas.

De acordo com a resolução nº 3, de 11 de janeiro de 2008, do FNDE, a vida útil do livro deve ser de três anos. Para isso, cabe aos gestores e professores alertar a comunidade escolar para a necessidade da conservação, orientando os alunos a não riscá-lo nem rasgá-lo.

O sub-coordenador de suprimento escolar destaca que as escolas ainda não dão ao livro a devida importância. “É por isso que há essa necessidade de ir in loco saber como o livro está sendo tratado, a sua distribuição e como efetivar um melhor acesso ao sistema”, ressalta Paulo Roberto.