O Teatro Vila Velha e os mineiros do Grupo Oficcina Multimédia (GOM) oferecem uma promoção especial para os servidores públicos do Estado. No final de semana de estréia da peça Bê-a-Bá BRASIL – Memória, Sonho e Fantasia, o ingresso custará apenas R$ 6 e as apresentações vão acontecer nesta sexta-feira e sábado (20 e 21), às 20h, e domingo, às 19h. O espetáculo fica em cartaz até 29 deste mês.

Na peça, dirigida por Ione de Medeiros, o grupo aposta em um cenário móvel que mostra uma paisagem brasileira repleta de sons, imagens e movimentos. Além disso, homenageia os 30 anos de atividades do GOM, com o uso de elementos cênicos de outras montagens do grupo para reforçar a própria pesquisa de linguagem multimeios e sua identidade cultural.

O mote do espetáculo é o quadro Abaporu Homem que come (1928), de Tarsila do Amaral, marco do Modernismo brasileiro, como uma pintura híbrida justapondo a arte modernista européia do início do século XX e o imaginário folclórico do Brasil. Ione de Medeiros explica que cenicamente é abordado o sagrado e o profano, a partir de uma topografia antropofágica, com personagens iconográficos e símbolos intercambiáveis.

Bê-a-bá BRASIL fala livremente sobre o tempo, passando do século 16 ao 21 com a seguinte questão: “existe um "Brasil brasileiro?". No palco, Daniel Viana, Diego Krisp, Escandar Alcici Curi, Fábbio Guimarães, Henrique Mourão, Jonnatha Horta Fortes e Lúcio Honorato esboçam o Brasil de hoje, por meio de metáforas e associações de idéias e pensamentos. Imagens projetadas em vídeo compõem a peça.

"A montagem pretende extrair um painel fotográfico e particular do imaginário brasileiro, partindo de uma visão otimista que aposta no nosso próprio potencial criativo como fonte inesgotável de renovação sem medo de esbarrar em excessos de fantasia." conta a diretora.

Trinta anos em ação

O espetáculo se propõe também a rever o percurso criativo do Grupo Oficcina Multimédia, com a perspectiva de um delineamento de sua linguagem própria e peculiar que vem sendo construída nestes 30 anos de atividades culturais.

Criado em 1977 pelo compositor Rufo Herrera e, desde então, vinculado à Fundação de Educação Artística, desenvolve um projeto de encenação que prioriza a pesquisa interdisciplinar e o aprimoramento da construção de uma encenação multimeios.