As exportações baianas tiveram, em maio deste ano, o seu maior volume histórico, atingindo US$ 989,7 milhões, o que representou um crescimento de 75,5% em relação a maio de 2007. As importações também alcançaram recorde histórico, alcançando em maio US$ 604,6 milhões, com elevação de 47,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

Os dados revelam que nos primeiros cinco meses deste ano, a Bahia exportou US$ 3,6 bilhões – 33,1% acima do mesmo período do ano passado – e importou US$ 2,7 bilhões, crescimento de 34,8%. O superávit é de US$ 869,9 milhões e um aumento de 43,6% em comparação com o mesmo período de 2007.

De acordo com o Promo, apesar do ritmo menor na expansão das exportações de produtos manufaturados, os altos preços dos produtos básicos e semimanufaturados no mercado internacional impulsionaram as exportações em maio. As vendas foram lideradas pela celulose, com crescimento de 248%, e pelo óleo combustível, com aumento de 440%.

Os valores recordes de maio foram muito influenciados pelo fim da greve da Receita Federal e pelos registros tardios de vendas feitas pela Petrobras. As vendas do setor de petróleo e derivados cresceram 301% (US$ 234,6 milhões) em maio, enquanto no setor de papel e celulose o crescimento foi de 214,6% (US$ 205,9 milhões).

Outros setores com bom desempenho no mês foram o das commodities agrícolas, principalmente a soja, com o início dos embarques da safra atual. Destaque também para o algodão, café, cacau, fumo e frutas, totalizando exportações de US$ 124,4 milhões e um incremento de 52% em relação a maio de 2007.

As importações, que pela primeira vez no ano subiram aquém das exportações, foram lideradas em maio pelos produtos intermediários como minério de cobre e nafta, além dos insumos para indústria petroquímica (cloreto de potássio, didrogeno, superfosfato, etc). No mês foi registrado forte aumento nas importações de automóveis, que chegaram a US$ 85 milhões, 69,4% acima de igual mês do ano anterior.

No acumulado do ano, o crescimento das importações continua forte, incentivado pelo dólar desvalorizado e pelo aumento da renda de várias camadas da sociedade, que com a ampliação do crédito e juros mais baixos, impulsiona o poder de compra da sociedade, pressionando a demanda, que acaba sendo suprida em boa parte por produtos e insumos importados.

Até maio, o principal mercado para os produtos baianos no exterior continuou sendo a União Européia com 37,2% de participação e expansão de 73% no período. Individualmente o maior mercado também continua sendo os EUA com 23,5% de participação e crescimento de 52,6%. Seguem-se Países Baixos, Argentina, China e Itália.