Representantes das 13 colônias da Baía de Todos os Santos se reuniram esta segunda-feira (9) na sede da Bahia Pesca, empresa da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), juntamente com o presidente do órgão, Aderbal Castro, e técnicos, para discussão de pautas sobre as dificuldades enfrentadas pelo pescador artesanal no estado.

Diante dos problemas de cada grupo expostos na reunião, a disputa entre as colônias e as associações foi um dos principais assuntos. Para Castro, o crescimento da atividade pesqueira depende de uma união entre todas as entidades representativas do segmento. “A disputa que existe entre as colônias e as associações só enfraquece a atividade pesqueira na Bahia”, disse.

O encontro discutiu ainda a proposta da Bahia Pesca para o setor na Baía de Todos os Santos, considerado deficiente, sobretudo pela sua infra-estrutura e por apresentar um nível elevado de empobrecimento dos pescadores. A proposta apresentada pela empresa é a realização de um mapeamento prévio das demandas específicas de todas as colônias da baía e, depois de diagnosticados os problemas, estudar as medidas para solucioná-los.

Entre os objetivos da Bahia Pesca no estado, estão o crescimento do consumo de pescado e da produção via aqüicultura, o reconhecimento do valor nutritivo do produto e a consolidação de modelos sustentáveis de produção (integrada, artesanal ou aqüicultura orgânica). As ações visam formar redes de produção e incrementar o beneficiamento e a comercialização pesqueira da região.

A empresa quer também a diminuição dos impactos ambientais na Baía de Todos os Santos, por meio do fomento ao processo de ordenamento e fortalecimento do setor.