O coordenador geral de Maricultura da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (Seap), Felipe Suplicy, está reunido, nesta tarde de sexta-feira (11), com técnicos da Bahia Pesca, na se de da empresa, em Ondina, para discutir os detalhes operacionais da implantação dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura no Estado (PLDM).

Da reunião, participam também representantes de instituições de crédito, com o objetivo de negociar a viabilização de financiamento os maricultores, e do setor privado interessados na implantação de uma associação que fomente a criação de peixes marinhos.

O PLDM compreende o conjunto de estudo e serviços necessários ao planejamento e ordenamento da maricultura, identificando áreas propícias à delimitação dos parques aqüícolas marinhos, faixas ou áreas de preferência para a o desenvolvimento das aqüiculturas familiar e marinha industrial, como o cultivo do bijupirá.

Para Aderbal de Castro, presidente da Bahia Pesca, órgão responsável pela implementação do PLDM na Bahia, o projeto é de extrema importância, pois se trata da construção coletiva de um instrumento de gestão e desenvolvimento da aqüicultura, onde serão feitos diagnósticos de acordo com a cultura e tradição de cada comunidade.

O projeto deverá ser lançado no estado, em maio deste ano, com a apresentação da metodologia de trabalho voltado à elaboração do PLDM na Baía de Todos os Santos, na região do Baixo Sul e na Baía de Camamu.

Para Suplicy, o projeto beneficiará comunidades tradicionais costeiras, pescadores e extrativistas. “A maricultura no país ainda é muito tímida frente ao potencial que temos. Creio que um dos maiores empecilhos é a dificuldade de acesso dos maricultores às áreas da União”, afirma.

Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o PLDM já foi implantado e as pesquisas estão bastante avançadas. Em relação ao resto do país, já foram aprovados estudos de implantação em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Pará e Maranhão.