Em março, a inflação atingiu 0,52% em Salvador, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria do Planejamento (Seplan). No mesmo mês de 2007, o IPC havia registrado uma variação de 0,27%. No acumulado dos últimos 12 meses (abril de 2007 a março deste ano), a taxa ficou em 4,34%, resultado superior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (março de 2007 a fevereiro deste ano), que foi de 4,08%.

Observando a linha de tendência, que é revelada pelo indicador acumulado em 12 meses, a curva está ascendente desde janeiro. Segundo a analista técnica da SEI, Marília Jane Dourado, são os alimentos que estão puxando a tendência de alta da inflação este ano. O grupo de alimentos e bebidas foi o que apresentou as maiores taxas acumuladas em 12 meses em janeiro (9,50%), fevereiro (9,96%) e março (10,20%).

No resultado isolado do mês de março, o custo do empregado doméstico, que subiu 4,84%, foi o item que mais pesou no bolso do consumidor. Em seguida, os produtos e serviços que mais contribuíram para a formação da taxa de inflação, com suas respectivas variações de preços, foram camiseta, blusa e blusão femininos (8,63%), pão francês (3,48%), excursão não-escolar (4,33%), gasolina (1,20%), emplacamento e licenciamento de veículo (7,42%), cruzeiro marítimo (7,05%), serviço de reparo em veículos (2,21%), contribuições financeiras (1,28%) e calça comprida e feminina (5,65%).

Já os produtos que mais aliviaram o orçamento do soteropolitano foram aparelho de som (-12,59%), CD (-6,17%), microcomputador e impressora (-3,21%), roupa de cama (-3,38%), produto para cabelo (-3,42%), tênis de adulto (-2,80%), peito bovino (-5,23%), conjunto feminino (-2,98%), café da manhã (-4,66%) e camisa masculina (-1,13%).

Considerando os reajustes individuais, ou seja, os produtos que mais aumentaram sem considerar seu peso nos gastos mensais do trabalhador, foram destaques máquina fotográfica (44,44%), laranja-pêra (34,85%), coentro (21,67%), ingresso de futebol (20%), chuchu (15,58%), planos de saúde (15,26%), cebolinha (14,81%), tomate (12,54%), abóbora (10,07%) e feijão rajado (6,97%).

Cesta básica

A cesta básica definida por lei, que estabelece 12 produtos alimentares e suas respectivas quantidades, aumentou em março 2,51%, passando a comprometer 40,38% do salário mínimo. Sete produtos tiveram aumento: tomate (15,53%), óleo de soja (6,41%), pão francês (3,48%), café moído (1,72%), manteiga (1,54%), carne bovina cruz machado (0,84%) e arroz (0,58%).

Registraram deflação leite pasteurizado (-0,93%), farinha de mandioca (-1,26%) e feijão mulatinho (-1,33%). Apenas dois produtos permaneceram estáveis: açúcar cristal e banana da prata.