A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) iniciou esta semana o cadastramento pioneiro quanto à manipulação de peles de origem animal, que tem como meta absorver cerca de 3 mil estabelecimentos de salgadeiras em todo o estado. A iniciativa atende as determinações do Ministério da Agricultura e a agência está convocando o comparecimento de pessoas físicas e jurídicas para regularizarem sua situação junto aos escritórios da Adab, visando a liberação do Certificado de Inspeção Sanitária (CIS).

As salgadeiras funcionam como estabelecimentos intermediários entre o produtor e o curtume, onde é fabricado o couro. A pele, por ser um subproduto altamente perecível, precisa ser conservada, sendo a salga o sistema mais adequado para sua conservação.

Nesta primeira etapa de atividades, a Adab está intensificando suas ações na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no extremo sul (área de maior concentração bovina do estado). Além do cadastramento, estão previstas ações de educação sanitária e educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da defesa sanitária animal.

“É muito importante a fiscalização da cadeia do couro para que a Bahia permaneça zona livre da febre aftosa, tendo em vista que a pele pode ser um propagador do vírus da doença”, afirmou o diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, Valentim Fidalgo.

Segundo ele, as salgadeiras irregulares também podem acarretar sérios danos ao meio ambiente, “devido ao destino que é dado aos resíduos, que costumeiramente vão parar nos rios e seus afluentes”.