Após catorze meses no honroso cargo de secretário de Segurança Pública, convidado que fui pelo Excelentíssimo Sr. Governador Jaques Wagner, despeço-me da função com a certeza do dever cumprido. Ninguém conhece melhor os problemas da Segurança Pública que o povo desta terra. Assim, ninguém haverá de desconhecer, para além das causas estruturais da violência, enquanto fenômeno social, das enormes limitações do aparelho policial. Deficiências sobre as quais nos debruçamos incasavelmente desde o instante da posse, para que fossem enfrentadas e superadas.

Ainda não alcançamos o padrão de eficiência e eficácia determinado pelo nosso governador e esperado pela sociedade, mas aqueles que pugnam pelo interesse público e pela fidelidade à realidade dos fatos, haverão de reconhecer os avanços que já alcançamos e que deixamos como legado. Outras conquistas, ainda chegarão ao conhecimento público e, por certo, repercutirão positivamente para atender às justas expectativas da população baiana, sobretudo da sua porção mais exposta à violência.

Exemplo cabal disso foi o explêndido resultado que a Polícia da Bahia, com a integração entre seus servidores civis e militares, lograram no Carnaval. Fica como referência da visão deste governo sobre políticas públicas de segurança e respeito à cidadania.

Externo aqui o meu profundo orgulho por ter servido ao governo que os baianos e baianas escolheram para transformar a realidade deste Estado.

Faço questão de registrar o meu sincero agradecimento aos colegas de equipe que, sob o meu comando, souberam provar que os profissionais de polícia podem perfeitamente cumprir com o seu elevado dever, dentro dos limites da lei. Ao governador Jaques Wagner, agradeço pela confiança, pela amizade que desenvolvemos e reitero a minha lealdade e o meu desejo de contribuir com a sua obra, onde quer que esteja. Despeço-me de cabeça erguida e de peito aberto para seguir em frente com a mesma dedicação, na carreira de policial federal que abracei e da qual muito me orgulho pela razão primeira da sua existência: a defesa da vida.

Salvador, 21 de fevereiro de 2008

Paulo Fernando Bezerra
delegado federal